Notícia - Senece - Sindicato dos Enfermeiros do Estado do Ceará

Enfermagem realiza manifestação pelo piso salarial da categoria no próximo dia 5

 

 

 

 

Projeto de Lei que tramita no Senado aguarda aprovação

 

O Fórum Nacional da Enfermagem, composto pelas entidades representativas da Enfermagem Brasileira, realiza no dia 5 de agosto, em Brasília, às 12h30, o Ato Valorizar a Vida é Valorizar o SUS. O objetivo é chamar a atenção dos brasileiros e dos parlamentares para a aprovação do PL 2564/2020, que institui o piso salarial nacional da enfermagem vinculado a uma carga horária de 30 horas semanais para a categoria.

O ato será na Praça das Bandeiras, na Esplanada dos Ministérios, com a participação de trabalhadores, dirigentes e parlamentares. Além das manifestações, haverá audiência pública sobre o PL 2564 na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados, às 15h. Todo o ato será transmitido pelo Facebook do Fórum e das entidades representativas. 

No ano em que completa uma década de mobilização das principais entidades da Enfermagem no país - ABEN, Cofen, CNTS, CNTSS, FNE, ANATEN e ENEENF - o Fórum Nacional da Enfermagem pede a participação de todos neste grande ato e convida as entidades de base a se somarem na luta pela aprovação do piso salarial da enfermagem.

 

Vamos defender nossos direitos! Nossas vidas importam! Nosso trabalho tem valor!

Programação:

12:30 horas – Concentração

13 horas - Início do Ato “Valorizar a Enfermagem é Valorizar o SUS”

15 horas - Audiência Pública na CTASP da Câmara dos Deputados

 

A Enfermagem pede socorro!

Nunca na História foi tão importante valorizar os profissionais da Enfermagem. Auxiliares, técnicos e enfermeiros estão entre as categorias que mais adoecem e morrem no combate à Covid-19. Neste período, as jornadas de trabalho se tornaram ainda mais exaustivas, afetando a saúde física, mental e emocional destes trabalhadores. Infelizmente, toda luta e sacrifício dos profissionais resultou em insensibilidade e desrespeito por parte dos empregadores, pois a categoria teve perda salarial de 11%, segundo o Dieese.

Na linha de frente do atendimento, os profissionais de enfermagem enfrentam também violência física, verbal e psicológica. Apenas 29% dos profissionais se sentem seguros em seus ambientes de trabalho, segundo dados da Pesquisa Perfil da Enfermagem no Brasil do Cofen e da Fiocruz. A pesquisa revela que 19,7% já sofreram violência no ambiente de trabalho, sendo: 66,5% violência psicológica, 26,3% verbal e 15,6% violência física.

Por tudo isto, estes profissionais necessitam de dignidade, respeito e valorização. A enfermagem está farta de aplausos e homenagens vazias. Os legisladores deste país precisam garantir que os trabalhadores da enfermagem exerçam sua profissão com dignidade. A Enfermagem exige respeito! A aprovação do piso salarial nacional representa valorização e dignidade para a categoria.

Profissionais de saúde intensificam mobilização por piso e jornada

 

 

 

Saúde privada teve lucro recorde de 72,24% na pandemia, enquanto 2,3 milhões de enfermeiros e auxiliares aguardam aprovação do PL 2564 que regulamenta piso e carga horária

 

É crescente a mobilização para aprovação do Projeto de Lei 2564/2020, que tramita no Senado para instituir piso salarial nacional de enfermeiros, técnicos, auxiliares de enfermagem e parteiras, com jornada de trabalho de 30 horas. Atualmente cada empregador pratica uma carga horária semanal, que pode ir até o teto previsto em lei, de 44 horas. Caso aprovado, ainda precisa passar pela Câmara e sanção presidencial. A pressão contrária e o lobby dos planos de saúde, dos hospitais privados e de gestores públicos municipais é grande.

No Brasil, são mais de 2,3 milhões de trabalhadores na área da enfermagem, sendo que 80% são mulheres. No Rio Grande de Sul atuam 153,5 mil profissionais, destes 8.400 são enfermeiros e 135.200 distribuídos nas demais funções ligadas à área.

Em maio deste ano, um levantamento do Conselho Federal de Enfermagem revelou um déficit de pelo menos 17 mil profissionais de saúde, entre enfermeiros e técnicos de enfermagem.

Luta histórica

Piso e regulamentação de carga-horaria são lutas históricas deste segmento da área da saúde que se tornaram urgentes com a pandemia. Recentemente, a reivindicação ganhou novo impulso com a assinatura de 76 dos 81 senadores para que vá à votação no plenário. Do Rio Grande do Sul assinaram o requerimento os senadores Lasier Martins (Podemos) e Paulo Paim (PT). Não assinou o senador Luis Carlos Heinze (Progressistas).

De autoria do senador Fabiano Contarato (Rede/ES), o projeto institui um piso nacional de R$ 7.315,00 para enfermeiros, 70% deste valor para técnicos e 50% para auxiliares. “Na carreira da saúde, a disparidade salarial é evidente e marcante, basta comparar a remuneração de médicos com enfermeiros”, justifica o senador, acrescentando que se trata de “profissionais abnegados, que colocam em risco a própria saúde para salvar vidas, mas que continuam desvalorizados”.

Manifestação nacional

Entre as mobilizações pela aprovação do PL está marcada uma manifestação nacional, dia 5 de agosto, na Praça das Bandeiras, em Brasília, com a participação de delegações de todo o país. Também está aberta uma Consulta Pública, que já conta com cerca de um milhão de assinaturas pela aprovação do projeto.

No último dia 14 de julho foi instalada a Frente Parlamentar em Defesa das 30 Horas e do Piso Salarial, na Assembleia Legislativa/RS, por iniciativa do deputado Valdeci Oliveira (PT), em apoio ao movimento nacional pela aprovação. Durante o evento, o parlamentar afirmou que “fixar o piso salarial nacional é um reparo imprescindível que precisa ser feito agora”, considerando que, em alguns estados brasileiros, enfermeiros e enfermeiras chegam a receber menos de dois salários mínimos.

“Estamos avançando no convencimento dos senadores sobre a importância de aprovar este projeto em tramitação, que precisa ir a plenário para votação. Passou da hora de o Congresso Nacional dar uma condição digna para estes trabalhadores”, aponta o senador Contarato.

Enfermeira aposentada após 32 anos de trabalho, Rosângela Gomes Schneider luta desde os tempos de estudante pelo piso salarial e a jornada de 30 horas. “São décadas dedicadas a isso”, relata. Ela se aposentou do trabalho, mas segue buscando esta conquista para a categoria. Desde janeiro ela preside o Conselho Regional de Enfermagem (Coren/RS), entidade que fiscaliza o exercício profissional de enfermeiros, técnicos, auxiliares e obstetrizes.

“Aprovado, este projeto vai beneficiar uma categoria que há muito luta por condições dignas de trabalho. Estamos exaustos pelo excesso de trabalho na pandemia, mas organizados como trabalhadores”, destaca.

Um história de lutas que passa muito pelo Sindicato dos Enfermeiros/RS. Fundado em 1972, em plena Ditadura Civil/Militar, foi o primeiro da categoria no Brasil e também construtor da Federação Nacional dos Enfermeiros.  “Esta pauta é histórica, somos uma das poucas categorias sem piso salarial e carga horária definidos. Estamos esperando por isto desde que fomos constituídos como profissão e, na pandemia, esta luta ganhou força”, destaca a presidenta da entidade, Claudia Franco.

Ela observa que todo o possível está sendo feito para organizar e movimentar os profissionais. “Sempre destacamos que esta caminhada depende de pressão e mobilização. Uma caminhada que não finda com a votação no Senado, pois ainda tem que ir para a Câmara dos Deputados e, depois, para sanção presidencial”.

Lobby do setor privado pode atrapalhar

Em meio à pandemia o setor privado da saúde obteve lucros recordes. Conforme levantamento da Classificadora de Risco de Crédito Austin Rating, o lucro líquido aumentou 72,24% durante a crise sanitária. Apesar disto, os empresários do setor são os que promovem lobby para não aprovar as pautas dos trabalhadores da enfermagem. “Os planos de saúde e hospitais privados estão articulando junto ao presidente do Senado (Rodrigo Pacheco/Democratas) e ao governo federal para não deixar passar”, denuncia Claudete Miranda, vice-presidente do Sindisaúde/RS, um dos maiores sindicatos do Estado, com mais de 70 mil trabalhadores na base de nível fundamental, médio e técnico.

Aplausos não bastam

 

Claudete destaca ser um direito legítimo profissionais da enfermagem  obterem piso salarial e carga horária regulamentada. “Somos os únicos a estar presentes desde o início do ciclo da vida  até a preparação do corpo quando do falecimento”.

“Esta é uma causa que tem amplo apoio da população, que tem acompanhado o trabalho incansável destes profissionais na pandemia”, avalia o presidente estadual da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Amarildo Censi. Segundo ele, a pressão está grande. “Se o Congresso não se sensibilizar pela regulamentação da jornada destes profissionais, vai se sensibilizar com o quê? Não basta bater palmas, é preciso agir”.

A Central  tem participado de todas as atividades de rua para dar visibilidade ao movimento, seja em carreatas, mobilizações nas portas de hospitais e, também, auxiliando no envio da delegação que irá a Brasília para pressionar pela aprovação do PL.

Claudete concorda com a manifestação de Cenci: “Agradecemos as palmas, o carinho e o respeito da sociedade, mas o reconhecimento concreto precisa se traduzir em remuneração digna com jornada de trabalho decente e humanizada”.

 

Fonte: Por Marcia Anita / Publicado em 21 de julho de 2021

https://www.extraclasse.org.br/

Sindicatos lançam Frente Estadual pela Valorização da Enfermagem

 

 

Na manhã desta sexta (9), sindicatos representativos dos profissionais da enfermagem no Ceará lançaram a Frente Estadual pela Valorização da Enfermagem com o objetivo de fortalecer as articulações políticas para a aprovação do projeto de lei 2464, que trata do piso salarial dos mais de 2,5 milhões de profissionais da enfermagem em todo o país. O evento contou com a presença de deputados estadual e federal e vereadores, além de lideranças locais e representantes de mandato da Casa Legislativa e da Câmara Municipal de Fortaleza. Durante a abertura, foi feito um minuto de silêncio em memória às mais de 500 mil vidas perdidas para a Covid.

O movimento é puxado pelo Sindicato dos Enfermeiros do Ceará, Sindsaúde, Sindforte, Assec e o Coren/Ce. As principais frentes sindicais e categorias dos profissionais da saúde apoiam a Frente Cearense. A proposta é pressionar o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, para que o projeto seja colocado em pauta e aberto o diálogo de negociações com as entidades da enfermagem em todo o País.

 A presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Ceará, Anísia Ferreira, esclarece a importância dada ao lançamento da Frente.  “Hoje abrimos mais um canal de diálogo com a classe política do país para a conscientização da importância da aprovação do PL 25 64. Essa união das entidades cearenses traz resultados significativos ao movimento e, certamente, resultará em ações mais propositivas para o avanço do PL no Senado. Esse apoio de parlamentares com representatividade estadual possibilitará um fôlego a mais na continuação de atos e visitas.” Afirmou.

A organização avaliou  que a inciativa dará mais um passo à frente nas articulações que estão sendo feitas e que o recesso do Senado será estendido nas ruas com uma agenda de mobilização. Entidades nacionais, como a Federação Nacional de Enfermagem (FNE) e sindicatos de outros estados, manifestaram apoio à Frente Estadual de Valorização da Enfermagem que, em breve, divulgará uma agenda de atividades.

Subcategorias

Senece

Entre em contato conosco, escolha a forma de sua preferência

Senece - Sindicato dos Enfermeiros do Estado do Ceará
Endereço: Av. Santos Dumont, 2626 - Centro | Fortaleza - CE
Salas: 202 e 203
Telefone: (85) 3224-2771
E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

Copyright© Senece 2015. Todos os direitos reservados.

Copyright (c) Site Name 2012. All rights reserved.