Notícia - Senece - Sindicato dos Enfermeiros do Estado do Ceará

Entidades representativas da enfermagem emitem nota contra o ensino a distância

 

 

 

ENFERMAGEM não se ensina a distância!

O Sistema Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem alerta para os riscos da Portaria nª. 800/2021 do Ministério da Educação, que amplia indiscriminadamente a oferta de cursos à distância, com impacto em diversas áreas, sobretudo da Saúde.

A Enfermagem é uma profissão de assistência direta ao paciente, presente na vida de recém-nascidos, crianças, adolescentes, adultos e idosos. Os conhecimentos teórico-práticos necessários à formação de Enfermeiros, Técnicos e Auxiliares de Enfermagem envolvem práticas sociais, éticas e legais que se processam pelo ensino e assistência. Não são passíveis de aquisição via teleaulas, porque o cuidado não é virtual, é real, tangível, tem corpo e forma. A integração entre ensino, serviços de saúde e comunidade é fundamental para a formação integral dos futuros profissionais.

A política de expansão desordenada de cursos a distância afronta posicionamento do Conselho Nacional de Saúde, instância máxima de controle social do SUS, dos Conselhos profissionais de Saúde e das áreas técnicas. Alimenta-se de sonhos e aspirações dos nossos jovens, sem ofertar uma formação adequada que lhes permita, de fato, exercer plenamente a profissão. Caso sobreviva à incerteza jurídica, esta formação despejará no mercado centenas de milhares de profissionais com formação deficitária, afetando a qualidade da assistência, além de promover o desemprego e achatamento salarial.

O contingente de quase 2,5 milhões de profissionais de Enfermagem registrado no Brasil é suficiente para atender as demandas, inclusive durante a pandemia. A autorização para que instituições de ensino ofertem, cada uma, centenas ou milhares de vagas de Enfermagem a distância não atende os interesses do SUS, não atende aos interesses do Brasil. Resta-nos refletir – que interesses estão sendo atendidos?

Por fim, se destaca que desde 2015, o Sistema Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem lidera mobilização nacional pelo ensino presencial e de qualidade, com realização de campanhas de esclarecimento e audiências públicas em todo o Brasil. Os Conselhos de Enfermagem também apoiam o Projeto de Lei nº. 2891/2015 que proíbe a formação de Enfermeiros e Técnicos de Enfermagem por meio do ensino a distância.

 

Fonte: Cofen 

Servidor público que recusar vacina no Ceará poderá ser demitido, estabelece projeto de lei

 

 

 

O governador do Ceará, Camilo Santana, afirmou nesta segunda-feira (16) que assinou um projeto de lei que pune servidores públicos que se recusarem a receber vacina contra Covid-19. O projeto de lei será encaminhado ainda nesta segunda-feira (16) à Assembleia Legislativa, onde o governador tem ampla base de apoio e costuma aprovar projetos sem dificuldade.

As punições podem ser "um alerta, notificação, suspensão até demissão do serviço público no estado do Ceará".

 


  • "Tem pessoas que resistem a se vacinar, seja por ideologia política ou outro motivo, um absurdo. A única forma que temos de se proteger dessa pandemia, que tem tirado milhares de vidas no Ceará, é a vacina", disse Camilo em transmissão em rede social.

 

Em situações em que o servidor não puder receber a vacina por questões de saúde, a punição não se aplica.

 

Faltosos

 

O governador afirmou também que muitas pessoas, mesmo agendadas e convocadas para receber o imunizante, faltam ao compromisso. Camilo fez um apelo para que as pessoas compareçam aos pontos de vacina e recebem a imunização completa, com primeira e segunda doses.

"Noventa e seis mil pessoas, só em Fortaleza, estão aptas a receber a vacina e não foram se vacinar". comentou o governador.

O Ceará já aplicou 6.161.775 doses de vacinas contra o novo coronavírus. Destas, 1.905.142 pessoas já completaram a imunização com as duas doses da vacina ou a dose única, no caso da Jansen. Os dados são do Vacinômetro da Secretaria Estadual do Ceará (Sesa), atualizados às 17h da última quinta-feira (12).

Fonte: G1, Ce,  

 

 

Piso Salarial da Enfermagem é tema de audiência pública na Câmara

 

 

 

A Câmara dos Deputados realizou, nesta quinta-feira (5), audiência pública sobre a importância da valorização da Enfermagem para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde – SUS. Ato em apoio ao Piso Salarial organizado pelo Fórum Nacional de Enfermagem reuniu cerca de 1500 profissionais, lideranças da Enfermagem e congressistas antes e durante a audiência, transmitida ao vivo pela internet.

O evento se deu após o Projeto de Lei 2.564/2020 receber o apoio de um milhão de internautas no portal e-Cidadania do Senado, que deve ser analisada pelo plenário na volta do recesso dos parlamentares. O PL é de autoria do senador Fabiano Contarato (Rede-ES), e fixa o piso salarial para profissionais de Enfermagem com carga horária máxima de 30 horas semanais.

O conselheiro federal e coordenador do Fórum Nacional da Enfermagem, enfermeiro Daniel Menezes, destacou que a luta pelo Piso Salarial não é apenas da categoria. “Trata-se de uma medida que beneficia a sociedade como um todo, sobretudo a assistência em Saúde e o bem estar social dos profissionais. Valorizar a Enfermagem é valorizar a saúde, a vida e o SUS”, declarou.

O presidente da Associação Nacional dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem (Anaten), Tonny Costa, ressaltou a importância da maior visibilidade em relação ao adoecimento ocupacional. “Estamos muito sensibilizados, não só com a pandemia que tem levado a óbito profissionais de Enfermagem, mas com o adoecimento ocupacional. Essa desvalorização, precarização e desrespeito está fazendo com que os profissionais adoeçam. É mais que um dever reconhecer a Enfermagem como pilar da saúde pública e privada do país, garantindo condições dignas de trabalho aos nossos profissionais”, disse.

A audiência foi presidida pelo deputado Mauro Nazif e contou com a participação de diversos parlamentares e representantes de entidades como a Federação Nacional dos Enfermeiros (FNE), Confederação Nacional dos Trabalhadores da Saúde (CNTS), Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social  (CNTSS), Associação Nacional dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem (Anaten), Executiva Nacional dos Estudantes de Enfermagem (ENEEnf), Associação Brasileira de Enfermagem (Aben Nacional) e do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen). Participaram, ainda, as deputadas Carmen Zanotto, Alice Portugal e deputada enfermeira Rejane.

 

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